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MEIO AMBIENTE SEGURANÇA HÍDRICA

Monitoramento mostra que Rio Paraíba do Sul e Sistema Cantareira apresentam ligeira recuperação

Gestão do Sistema Cantareira é realizada de forma conjunta pela ANA e SP Águas

16/02/2026 às 20h06 Atualizada em 17/02/2026 às 13h25
Por: Redação
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Crédito: Divulgação/Sabesp
Crédito: Divulgação/Sabesp

Os dados mais recentes apresentados pelo Ministério da Integração por meio do Desenvolvimento Regional (MIDR) e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) apontam ligeira recuperação do volume útil do Sistema Cantareira e do Rio Paraíba do Sul.

O levantamento faz parte do trabalho de monitoramento com o objetivo garantir transparência, organização no uso compartilhado da água e suporte ao planejamento de abastecimento urbano. Os órgãos seguem intensificando o acompanhamento da situação hídrica dos Sistema Cantareira.

O Cantareira é um dos principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), e Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento no Rio de Janeiro.

De acordo com o MIDR, a análise técnica tem como objetivo garantir transparência, organização no uso compartilhado da água e suporte ao planejamento de abastecimento urbano, além de proteger os usos múltiplos dos recursos hídricos nas bacias dos rios que abastecem esses Sistemas.

Situação do Cantareira - A gestão do Sistema Cantareira é realizada de forma conjunta pela ANA e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). As duas instituições acompanham diariamente os dados do reservatório para garantir o equilíbrio entre o abastecimento da população e a preservação dos mananciais.

De acordo com os dados oficiais divulgados pela ANA, o Sistema Cantareira encerrou o mês de janeiro de 2026 com aproximadamente 23% do seu volume útil total, permanecendo, à época, na “Faixa 4 – Restrição”, conforme a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017

Em fevereiro de 2026, no entanto, o sistema apresentou recuperação nos níveis de armazenamento, impulsionada pelas chuvas registradas no período. Na atualização mais recente, o sistema alcançou 32,01% do volume útil.

Com esse percentual o Cantareira deixa a Faixa 4, sendo reposicionado em uma condição operacional menos crítica, conforme os critérios estabelecidos pela norma vigente.

"As instituições acompanham os dados de níveis, vazões e armazenamento do manancial de modo a subsidiar decisões operativas. As agências reforçam a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no âmbito dos serviços de abastecimento de água, assim como recomendam a adoção de medidas pelos demais usuários para preservar o volume de água nos reservatórios", afirma a diretora-presidente interina da ANA, Ana Carolina Argolo.

Paraíba do Sul - No Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que integra os reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, os dados técnicos divulgados pela ANA indicam que o sistema encerrou o mês de janeiro de 2026 com níveis de armazenamento abaixo da média histórica.

No entanto, assim como observado no Cantareira, o Paraíba do Sul também apresentou elevação dos volumes armazenados ao longo de fevereiro. De acordo com a atualização mais recente da ANA, o reservatório equivalente da bacia passou a operar com aproximadamente 40% do volume útil.

Os dados atuais evidenciam a melhora nas condições hidrológicas e redução do risco imediato para o atendimento aos usos múltiplos da água, incluindo o abastecimento da população fluminense.

 

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