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ECONOMIA SETOR PRODUTIVO

Conselho Nacional da Indústria mantém previsão de alta do PIB em 2,3% mesmo com tarifaço dos EUA 

Segundo a entidade, agropecuária está aquecida e deve sustentar crescimento da economia 

20/08/2025 às 12h10 Atualizada em 20/08/2025 às 20h47
Por: Redação
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Crédito: Arquivo da Redação
Crédito: Arquivo da Redação

A previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 segue mantida pelo Confederação Nacional da Indústria (CNI). Divulgados na terça-feira (19), os dados constam no Informe Conjuntural do 2º trimestre, publicado pela entidade.  

Segundo a CNI, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil não trouxe os impactos negativos, conforme previsões alarmistas pelo país. A previsão da entidade para o crescimento da indústria em 2025 teve redução, de 2% para 1,7%. Por outro lado, alterou a projeção da agropecuária para cima, passando de 5,5% para 7,9%. 

“O setor [da agropecuária], somado a um mercado de trabalho aquecido, deve sustentar o crescimento de 2,3% do PIB mesmo em meio ao aumento das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras”, disse a entidade em nota. 

Outros segmentos - A projeção da entidade para o crescimento da indústria de transformação em 2025 foi alterada de 1,9% para 1,5%. De acordo com o informe, setores da indústria de transformação, construção e extrativista sofrerão restrições.  
 
Segundo o relatório divulgado pela CNI, os juros altos, ritmo aquecido das importações e a provável queda das exportações - por causa da nova política comercial dos EUA inevitavelmente vão restringir as atividades no setor.  

No caso da indústria da construção, de acordo com a confederação, a demanda seguirá aquecida graças à continuidade dos projetos iniciados em 2024 e ao bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, cujos lançamentos cresceram 31,7% no 1º trimestre.  
 
A CNI manteve em 2,2% a estimativa de crescimento do PIB do setor da construção civil.  

 A indústria extrativa também deverá ser um dos destaques positivos este ano. “Não à toa, a CNI dobrou de 1% para 2% a expectativa de alta do setor, principalmente pelo aumento da produção de petróleo", afirmou. 

 Com informações da Agência Brasil 

 

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