
Uma nova pesquisa mensal divulgada pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Unitau que aponta nova alta de preços da cesta básica vendida do Vale do Paraíba. É o sexto aumento consecutivo no valor médio de fevereiro.
A pesquisa tem como parâmetro os gastos de uma família de 5 pessoas com poder de compra de 5 salários-mínimos vigentes no mês de janeiro de 2025. São aferidos valores médios de 44 produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica.
O levantamento é realizado semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão. Vinte de um total 32 produtos alimentícios pesquisados, apresentaram alta nos preços, enquanto os outros 12 registraram baixa.
De acordo com os economistas do Nupes, o valor da cesta passou de R$ 2.841,80 em janeiro para R$ 2.895,69 em fevereiro, o que representa aumento de R$ 53,89 (+1,9%) em relação ao preço médio cobrado no mês anterior.
Vale ressaltar que todas as cidades pesquisadas apresentaram altas nos preços. A maior variação média positiva foi observada em São José dos Campos (+2,37%). Campos do Jordão apresentou a menor variação, (-1,43%).
A cidade com os preços mais elevados da região continua sendo Campos do Jordão, com o valor de R$ 2.932,98. São José dos Campos mantém a cesta mais barata do Vale, que é vendida a R$ 2.845,38. A diferença no preço entre os dois municípios foi de R$ 98,60 (3,08%).
Em um ano - No acumulado dos últimos 12 meses, o preço do kit apresentou aumento de R$ 165,74. Em números percentuais representa 6,07% que é superior a prévia da inflação nacional nos últimos 12 meses.
Renda comprometida - Em fevereiro foi maior o comprometimento da renda das famílias para a compra de produtos essenciais. O percentual comprometido foi de 38,15% frente a 37,44% em janeiro.
Fatores do aumento - Segundo os pesquisadores, o aumento resulta de fatores como custos de produção com energia mais cara, maior demanda interna e externa, redução da oferta de vários produtos em função do calor em fevereiro, assim como menor produção por problemas climáticos anteriores que interferiu nos preços do café.
Subiu - Mamão Formosa (18,79%), Alho (10,62%) e Tomate (9,72%).
Baixou - Batata Inglesa (12,36%), Laranja Pera (6,03%) e Feijão Carioquinha (5,87%)
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