
Durante atividade delegada em Pindamonhangaba, uma equipe do Polícia Militar Ambiental foi solicitada pela veterinária do município para averiguar uma situação de maus-tratos a animais. O caso foi registrado na manhã dessa terça-feira (8).
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais acompanhados da veterinária seguiram até o bairro Jardim Imperial. No local da denúncia, foi feita a vistoria a permissão da tutora de um cão fêmea, sem raça definida.
Na propriedade, a polícia constatou uma cadela de pequeno porte solta no quintal. O animal estava estava visivelmente debilitado. A veterinária constatou ausência de pelagem, ferimentos, liquenificação, dermatite seborreica, prurido intenso, caquexia, odor fétido, músculos traseiros um pouco atrofiados.
A médica veterinária atestou maus-tratos através de laudo, onde ficou constado estado clínico generalizado, emagrecimento e apatia. O cão também não possui nome, o que demonstra ausência de vínculo emocional com a tutora.
Questionada sobre o estado do animal, a mulher informou que há cinco anos recolheu o cão que, segundo ela, estava abandonado próximo a um córrego. Ela disse que não gosta de animais, só está cuidando por dó.
A ocorrência foi registrada no 1° DP de Pindamonhangaba, onde a mulher ficou à disposição da Justiça. A cadelinha foi encaminhada para a Defesa Civil do município.
A Polícia Ambiental lavrou Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 3 mil, conforme Artigo 29 da Resolução SIMA 05/21 “por praticar ato de maus tratos a animal doméstico”.
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