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POLÍCIA TERCEIRA MORTE

Morre mais uma vítima do massacre no assentamento em Tremembé

Segundo o Movimento dos trabalhadores rurais sem terra, um homem de 29 anos morreu no Hospital Regional de Taubaté

11/01/2025 às 15h10 Atualizada em 12/01/2025 às 21h41
Por: Redação
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Crédito: Polícia Civil
Crédito: Polícia Civil

Mais uma vítima do atentado em Tremembé. Denis Carvalho, 29, morreu no Hospital Regional de Taubaté no início da tarde deste sábado (11), onde estava hospitalizado em coma induzido. A informação é do MST (Movimento dos trabalhadores rurais sem terra).

Denis é irmão de Gledson um dos dois homens que morreram na noite de sexta-feira (10), no massacre ocorrido no Assentamento Olga Benário, localizado na Estrada do Kanegae.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as duas pessoas que  morreram no ataque de ontem são: Valdir do Nascimento (Valdirzão) e Gleison Barbosa de Carvalho, 28. Valdirzão era o líder da comunidade. 

Sobreviventes relataram no boletim de ocorrências que cinco carros e três motocicletas invadiram o local por volta das 23h30 e passaram a alvejar as instalações do assentamento.

A polícia já identificou dois suspeitos envolvidos no atentado. O caso segue em investigação.

 

NOTA DO GOVERNO FEDERAL

OMDHC tomou conhecimento, na manhã deste sábado (11), do ataque a tiros contra o assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Tremembé (SP), na noite desta sexta-feira (10). 

No ataque, oito pessoas foram atingidas pelos tiros e três foram mortas. As vítimas são o senhor Valdir do Nascimento (Valdirzão), o jovem Gleison Barbosa de Carvalho e Denis Carvalho, todos assentados do Olga Benário.

O MDHC, por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), está buscando mais informações sobre os fatos ocorridos e oferecerá assistência para as lideranças do assentamento e sua coletividade.

“Temos o dever estatal de dar proteção integral às defensoras e aos defensores de direitos humanos. Neste sentido, acionaremos os órgãos de Estado responsáveis pela resolução de conflitos agrários e pela segurança pública para atuarmos de forma conjunta e coordenada”, declarou a ministra Macaé Evaristo.

Programa de proteção

O grave ataque contra o assentamento do MST e o assassinato de duas lideranças soma-se aos alertas anteriores para a urgência de fortalecimento das políticas de proteção aos defensores de direitos humanos que integrem as esferas federal e estadual, os sistemas de Justiça e de Segurança Pública e as redes de proteção, definindo as responsabilidades e o tipo de dinâmica e relacionamento para garantir a proteção das defensoras e dos defensores de direitos humanos. 

Em 2025, o MDHC vai reforçar suas ações para o fortalecimento das práticas coletivas de proteção das comunidades, associações, grupos, organizações, coletivos e movimentos da sociedade civil que fazem a proteção popular desses agentes.

No assentamento Olga Benário, não tínhamos lideranças acompanhadas pelo PPDDH, ferramenta essencial para a proteção de pessoas, grupos e comunidades em risco em razão de sua atuação em defesa dos direitos humanos.

Por isso, este Ministério reforça a importância de que situações de risco sejam comunicadas ao programa do governo federal, responsável por atuar de forma articulada para prevenir e responder a ameaças e conflitos que possam resultar em violência ou violações de direitos.

MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA

 

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