
A siderúrgica Gerdau, de Pindamonhangaba, anunciou na tarde desta quarta-feira (14) a demissão de 100 trabalhadores da fábrica. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do município, os trabalhadores demitidos estavam em layoff.
O layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho), teve início setembro de 2023 com 178 funcionários afastados por conta da queda na produção da fábrica. Entretanto, na volta ao trabalho nesta quarta-feira (14), 100 trabalhadores desse grupo foram surpreendidos com o desligamento do quadro da empresa.
A empresa produtora de aço alega em nota à imprensa que as demissões ocorreram “após o período de layoff promovido pela companhia, e seguem o reflexo do cenário desafiador enfrentado pelo mercado brasileiro frente às condições predatórias de importação de aço chinês”.
Nota do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba
"O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba informa que tem negociações com a direção da Gerdau de Pindamonhangaba sobre a queda na produção há um ano. Nas primeiras reuniões, a empresa afirmava que o excedente de mão de obra era de 400 funcionários. Inicialmente, foi possível administrar a baixa demanda no setor de Construção Mecânica com o acordo de banco de horas firmado com o Sindicato e férias individuais.
Após isso foi negociado um acordo de layoff, com duração de 5 meses, que se encerrou nesta quarta-feira, dia 14 de fevereiro. Inicialmente o layoff era para 220 funcionários, foi possível reduzir para 178, e com condições favoráveis para os trabalhadores.
Na última reunião, a empresa havia sinalizado que não seria possível fazer a renovação do acordo de layoff, apesar da insistência do Sindicato, mas não estava definido número de demissões. O Sindicato estava acompanhando o retorno dos trabalhadores do layoff quando foi surpreendido com o volume de demissões.
O Gecex-Camex, órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Federal, já realizou duas alterações na taxa de importação do aço para inibir a entrada de produtos vindos da China. Contudo, a direção da Gerdau continua pressionando para ter taxas ainda mais favoráveis ao seu negócio e realizando ameaças de demissão, mesmo que seus relatórios financeiros demonstrem que a empresa “sustentou níveis saudáveis de rentabilidade.
Um protesto na empresa não está descartado."
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