Poucas e Boas: Arthur Lira tenta acelerar Pacheco, que entrega o esquema do orçamento vilão

A resenha política da região e do país, sempre com um toque de humor

“O homem que faz o mal é como um vaso de barro defeituoso e chegará o tempo em que quebrar-se-á, porque a fatalidade quer esse homem.”
Eliphas Levi

Os memes de sempre
Olá galerinha que acompanha o Poucas & Boas e as peripécias da política regional e brasileira. Aliás, a política continua sendo a maior inspiração para os criadores de memes, porque sai um e entra o outro. São os “memes de sempre” hehehe
E bora nessa porque aqui é assim: de pé sem cair, deitado sem dormir!

Folia de Meme
Papo reto, manos e minas... Tudo agora é motivo pra rótulo. Você tem que ser rotulado de alguma forma senão não se enquadra na atual realidade brasileira (matrix). Vou dar um exemplo. Antes do Natal, o carnaval já dividiu o povão. Nas redes sociais, parte dos internautas do Vale do Paraíba elogia Jacareí, Taubaté, Cunha e outras cidades que cancelaram o carnaval 2022.

Teoria do confronto
Outra parte fica do lado de Lorena e Guaratinguetá, que optaram pela realização da festa. São Jose dos Campos e Pindamonhangaba são vistas como “em cima do muro”. É aquele conceito binário enraizado, do tipo: se não está comigo, está contra mim. E vamos ficando nessa luta do "Bem" contra o "Mal", por meio de  Fla x Flu, Palmeiras x Corinthians, Direita x Esquerda, Carnaval x Igreja. O confronto alimenta a visibilidade de dois apenas, não abrindo espaços para terceiros.

Somos controlados?
Quem acompanhou os filmes da série Matrix e teve um lampejo de razão nesse caos que é a sociedade deve ter entendido que a produção cinematográfica, de grande sucesso, sugere que a humanidade está atrelada a um programa de ordem política, que nos controla como um sujeito (Estado) montado em um jumento. Ele coloca diante do animal (nós) uma cenoura. E o jumento o leva para onde ele quer ir.

Boneco de ventríloquo
A partir desse raciocínio, podemos afirmar que somos mesmo uma massa de manobra? Estaríamos então dentro de uma espécie de holograma, como um Big Brother mundial onde um certo sistema oculto tem todos os nossos algoritmos, nos observa e nos comanda?

Unga Unga
Então, a massa é nada menos que um boneco de ventríloquo, cujas cordas que o conduz são a assistência financeira e ‘benefícios’ que deveriam ser direitos nossos, já que somos pagadores de impostos. E ainda têm os que agradecem feito aquelas tribos de seres primitivos que adoravam os ‘deuses’. O preço elevado do gás está aí, trazendo do passado longínquo os fogões de lenha. 

Sem carnaval
Em Taubaté, a administração se reuniu com os presidentes das agremiações carnavalescas e cancelou os desfiles e os blocos de rua. Ficou definido que as escolas podem promover atividades dentro das sedes (barracões). Alguns amigos taubateanos enxergam aí uma contradição: enquanto suspendem os desfiles de entidade, promovem a festa de aniversário da cidade com Diogo Nogueira e outras atrações.

Contraditório?
Segundo nosso seguidor, Clóvis Winther Yassuda, o pode público abre os cofres para artistas de fora, consagrados, e deixa de lado a cultura popular do município. “Para gente de fora tem dindim, mas nenhum para as agremiações e escolas de samba da cidade ... Um impacto para a cultura local. Muito triste.”, disse o internauta.

Lula no cravo
Falando em teoria do confronto, vamos lá para o Planalto, onde os entes operam esse jogo de xadrez com maestria. Lula provocava o confronto, jogando a grande maioria pobre contra os ricos cidadãos que sonegam impostos. Mas não foi capaz de taxar as grandes fortunas e acabou fazendo o jogo que lhe foi imposto. Foi por esse motivo, para evitar corte de privilégios aos mais ricos, que Itamar Franco em 1998 tomou rasteira de Fernando Henrique.

Rasteiras
Na época, as tentativas de Lula e do PT em sabotar o Plano Real e o projeto de estabilidade do governo após a queda de Collor, foi um cenário revelador. Itamar deixou o governo com 41% de aprovação popular e tinha um projeto para seu retorno, que era o ousado plano de taxar os 0,5% que representam os mais ricos do Brasil.

Lobos x Ovelhas
O peemedebista indicou FHC (eleito em 1994) com acordo pra seu retorno à presidência. Naquele período da democracia não havia reeleição. O tucano então comprou votos para a Emenda Constitucional Nº 16 de 04 de Junho de 1997 que garantia a possibilidade de reeleição. E foi reeleito em 1998, autoproclamando-se "pai" do Plano Real. 


Bolsonaro na ferradura
É um no cravo e outro na ferradura. Seu Jair (seu, meu não) é outro que joga com a teoria do confronto. Antes de se eleger, ele acusava a grande massa pobre e esfomeada de se apegar a ‘comunistas’ e que esses precisam ser combatidos por seus seguidores patriotas. O que se viu depois foi o presida, nos Estados Unidos, com grande emoção pela bandeira e hino dos yankees, os olhos cheios de intenções sobre Donald Trump. E Flávio Bolsonaro quase voando na braguilha do presidente de topete de calopsita

Bolsas e Bolsolão
Quem acompanha a política deve estar ciente de que o deputado federal delegado Waldir entregou, escancarou geral, jogou no ventilador toda a movimentação que envolveu o presidente da Câmara, Arthur Lira com Seu Jair. É a manobra do orçamento secreto para descolar os R$ 90 bilhões, sendo R$ 30 bi para Bolsonaro financiar o Auxílio Brasil até o fim do seu mandato e os restantes R$ 60 bi para distribuir às emendas parlamentares de membros do centrão. Lira foi colocado lá pra essa retaguarda contra qualquer intenção de impeachment de Bolsonaro, mas a casa caiu de vez.

Calote mesmo!
Essa manobra, que é mais um calote das dívidas públicas, como eu já citei na coluna passada, é chamada de vários nomes: orçamento secreto, orçamento paralelo ou “bolsolão”. Esse valor foi retirado do dinheiro que pagaria os precatórios (indenizações que o governo deve ao perder ações na justiça).

Jogou no ventilador
Voltando ao deputado federal delegado Waldir, ele confessou ter recebido R$ 10 mi em emendas como moeda de troca para votar em Arthur Lira a pedido do presidente. E ainda soltou uma frase bombástica: "Quem manda no governo hoje é Lira (Arthur). Não é o Bolsonaro!”

Primeira fila
Arthur Lira é truculento e foi acelerar o presidente do Senado, o mineiro Rodrigo Pacheco (PSC). Pacheco é aquele que parece que está sempre cochilando. Mas Pacheco não é tão mané assim e resolveu abrir todas as informações sobre o conluio do orçamento secreto, entre Seu Jair e Lira. Vou comprar mais pipoca e sentar na primeira fila, tá ligado?

Pra pensar!
O ser humano pode atropelar as leis naturais, mas há um Poder que continua calmamente realizando sua obra.


Então, fica assim! A gente volta!
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