Poucas & Boas: Eleição 2020 esquenta com debate e pesquisas de intenção de voto

A resenha política da cidade e o vai e vem dos bastidores

Poucas & Boas: Eleição 2020 esquenta com debate e pesquisas de intenção de voto

“O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente, se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.”
(Barão de Itararé)

Coisa de louco!

Chegamos com mais uma edição da nossa coluninha, para alegria de uns e apreensão de outros. Nesta semana, com o ventilador soterrado na farofa e muito batom no paletó. Eita, trem que pula!
Falei para o meu psiquiatra sobre tudo aquilo que eu posto nesta coluna e sobre vocês, as pessoas que me acompanham aqui. Meu psiquiatra também quer falar com vocês... hehehe

Em Tempo
Na tarde de ontem (17), a Justiça Eleitoral deu parecer sobre duas situações pendentes de candidatos a prefeito na cidade de Pindamonhangaba. A Justiça acatou os argumentos da promotoria após impugnação pelo Ministério Público e indeferiu a candidatura da chapa Luiz Rosas/João Ribeiro.
Entramos em contato com Luiz Rosas e ele nos garantiu que nada está definido porque a demanda ainda permite recurso por parte dos candidatos impugnados.

Caso de Vito é diferente
Em outra situação, o candidato Vito Ardito Lerário pode concocorrer às eleições de 2020, pois neste caso, ainda não há o trânsito em julgado. O caso precisar passar pela conclusão em Brasília, em última instância.

Pesquisa I

E temos hoje o resultado de pesquisa divulgada durante a semana, um levantamento da agência Time Big Data, encomendado pela Record TV Vale e Litoral com apoio do jornal O Vale. Os números, apontam em Pindamonhangaba 72% de aprovação para o governo do prefeito Isael Domingues (PR). Os que desaprovam representam 18% e não sabem ou não responderam,10%.

Pesquisa II
Na pesquisa espontânea para intenção de votos para prefeito, Isael Domingues tem 32%, Vito Ardito 7%, Rafael Goffi 3%, e os demais candidatos juntos 3%.
Se a eleição fosse hoje: Isael Domingues teria 50% dos votos, Vito Ardito, 13%; Rafael Goffi, 7%; Prof. Deltônio, 2%; Gabriel Cruz, 1%; Luiz Rosas,1%;  e Gustavo Tótaro, 0%.

Debate
No debate realizado na noite desta sexta-feira pela TV Band Vale e mediado pelo jornalista Claudio Nicolini, dos sete candidatos a prefeito na Terra dos Barões, participaram cinco concorrentes. Gustavo Tótaro (PMN) e Prof. Deltônio (PSC) não puderam participar devido à Lei Eleitoral que determina que só podem ser convidados para os concorrentes cujos partidos tenham representatividade de pelo menos cinco deputados no Congresso.

Fogo no paiol!
O vereador e candidato a prefeito Rafael Goffi (PSDB) foi um dos primeiros a experimentar o clima beligerante dos debatedores. A crítica maior era de que Goffi estaria omitindo o nome do partido PSDB, e que pouco fala da história da legenda construída por nomes de peso como Mário Covas, Franco Montoro, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.
Verdade ou não, Goffi assumiu seu compromisso com a legenda do governador João Dória. Mas, em certo momento, evitou confronto com o candidato pelo PSOL, Gabriel Cruz, o mais contundente entre todos.
Sabe como é, o cão do vizinho pode não ser de grande porte, mas se ladrar todas as noites, estressa!

Roda punk!
Vito bateu no subprefeito de Moreira César (coitado, nem estava no baile), dizendo que Moreira César não gosta dele. Isael criticou o SAMU que Vitão tinha assinado com o prefeito de Taubaté e deixou dívidas com o consórcio após perder as eleições em 2016. Rafael Goffi criticou Isael, dizedo que trouxe verbas para iluminação da cidade que não foram usadas pela municipalidade. Luiz Rosas disse que o prefeito recebeu sem trabalhar e criticou o fato de Isael, contaminado pelo Covid, buscar tratamento em São Paulo e não no sistema de saúde do município, o que acabou gerando um direito de resposta ao prefeito.
Enfim, ninguém saiu da roda punk sem levar um bica. 

Revelação política
Falando no PSOL, uma boa surpresa no debate foi a atuação do jovem candidato Gabriel Cruz, uma verdadeira metralhadora giratória. Quando o assunto foi transporte público, o candidato mostrou as garras e criticou todo mundo: Cidadania, PSDB e PR, dizendo que nâo dá pra entender porque as últimas administrações mantiveram a empresa de ônibus Viva Pinda que, segundo ele, tem um serviço ruim, não atende todos os bairros e está há anos operando sob efeito de um contrato irregular. 

Garoto articulado
A atuação do candidato do PSOL encheu de confiança os membros do partido, que se sentiram representados. Até mesmo o prefeito chegou a comentar com uma amiga apoiadora: “O rapazinho é articulado!”.
Mas, pra quem conhece o estilo do PSOL, não é novidade esse bom rendimento em debate, porque é a marca do comprometimento da legenda que educa pra isso. Os membros são ensinados a debater políticas sociais, desenvolvendo uma retórica linear que é a especialidade dos partidos de esquerda.

Deu sono!
Com o passar da hora, os candidatos procuraram fazer ‘bate-bola’, aquilo que eu já disse antes, quando um ajeita para o outro chutar. O alvo, claro, era o prefeito atual, líder na intenção de votos que os demais precisavam desconstruir pra que as eleições tenham pelo menos um pouco mais de emoção. Nessas horas, quando não há a formulação de projetos que chamem a atenção do eleitor cada vez mais exigente, muitos preferem desligar a TV.
Eu preferi ver o “pega” no Youtube, só pra gargalhar com os comentários tops do internauta. Uma tirada melhor que a outra. hehehehe

Rejeição I
Nas rodas hoje pela manhã no mercado e alguns pontos da cidade, um dos assuntos comentados é o caso da rejeição dos candidatos, como Vito Ardito que aparece com 25%. Depois dele vem, Isael com 13%, Luiz Rosas com 7% e Rafael Goffi com 3%. Amigos da imprensa lembraram que a taxa de rejeição do candidato ex-prefeito Vito não é de hoje, mas que agora caiu como uma chuva fria sobre a militância. Quem fica muitos anos no poder acaba experimentando esse tipo de desgaste. A vida muda e as pessoas mudam!

Rejeição II
Mas só agora é que parece ter vindo à tona uma situação de “cai na real”. Em 2016, nunca é demais lembrar, o “discípulo” venceu (era o vice) depois de romper com o “mestre” que tinha a máquina administrativa nas mãos. Na época, os vencedores batizaram como a vitória de Davi contra Golias. A menos que seja feito um trabalho sobre os 40% ainda indecisos (e põe trabalho nisso!) não há estimativa de reversão em grande escala para um período tão curto como o que se apresenta agora: menos de um mês para as eleições. 

E o PT?
Sem o Partido dos Trabalhadores nessa campanha, nós perguntamos ao ex-candidato a prefeito pelo PT, Gugu Melo, sobre o que ele espera do resultado nas urnas, se pode haver alguma surpresa ainda. Gugu diz que “essa eleição é como uma corrida de 400 metros com barreira, devido a tantas ações na Justiça. Quem tropeçar em uma das barreiras não chega lá!”

Vou nessa!

Devo ‘Jair’ embora. Mas eu volto!
Contato: ocimarbarbosa@diarioimparcial.com.br