O Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou na noite desta sexta-feira (3) um pedido liminar da General Motors (GM) que pleiteava manter a demissão de 839 funcionários. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, um outro recurso da empresa no TST foi negado.
Partiu da corregedora-geral do TST, Dora Maria da Costa, a decisão que mantém a reintegração de todos os demitidos pela montadora na fábrica do Vale do Paraíba. A Justiça do Trabalho também determinou, no dia 1º, o cancelamento das demissões nas fábricas de São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes.
Dessa forma, o caso segue para julgamento pelo Órgão Especial do TST, ainda sem data prevista. De acordo com a entidade representante da categoria, agora são quatro derrotas jurídicas da GM, em apenas quatro dias.
“Essa série de derrotas confirma que a GM agiu ilegalmente e que tem de devolver os empregos a cada um dos 1.245 trabalhadores. A unidade dos metalúrgicos das três fábricas já fez dessa greve uma das mais importantes da categoria metalúrgica. Juntos, alcançamos a vitória”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves.
O líder sindical ressalta que em todas as decisões, os juízes apontaram que a GM violou os acordos coletivos de layoff, que garantiam estabilidade no emprego para todos os trabalhadores das fábricas de São José dos Campos e Mogi das Cruzes.
Outro lado - Até o momento, a General Motors não se posicionou sobe os caso.
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