ESPECIAIS PINDAMONHANGABA
Onde o passado e o presente se encontram para a construção do futuro
A tricentenária Pindamonhangaba completa mais um aniversário e reverencia sua ancestralidade
10/07/2026 07h06 Atualizada há 3 horas
Por: Ocimar Barbosa
Praça Formosa, depois Praça Monsenhor Marcondes, em homenagem ao proprietário do casarão onde pernoitou o príncipe D.Pedro I (Crédito: Página Pinda Afetiva)

Pindamonhangaba é um nome muito conhecido no Brasil, principalmente por conta do gigantismo simpático formado por suas sílabas. A pronúncia torna-se complicada para quem não é da região. Aliás, o Vale do Paraíba é berço de nomes de origem tupi-guarani. Leia matérias já publicadas!

Mas sente-se que lá vem história! Ao deixar o planalto paulista em 1628, um desbravador chegou à região e precisou assimilar rapidamente nomes de localidades primordiais. Esse sertanista já tinha terras por aqui desde 1597, mas residia em São Paulo de Piratininga.

Jacques Félix, que viria a ser o fundador de Taubaté, instalou-se com sua família em algum lugar que era de sua propriedade, e que a história ainda desconhece. Essa área ficava entre uma paragem já denominada como Pindamonhangaba e Tremembé, nas proximidades de uma tal “tapera do gentio”.

Foi então que aquele capitão avistou o cenário inóspito do qual já tinha ouvido relatos sobre animais e répteis diferentes, tribos misteriosas e agressivas, além de nomes como Jacuí, Curuçá, Coruputuba, Hepacaré, Cavarucanguera, Jacarey, Itapeva, Paraitinga, entre outros. 

A missão do sertanista era atender uma demanda da portuguesa Maria de Sousa Guerra, a Condessa de Vimieiro. Neta e herdeira de Martin Afonso de Sousa, a donatária da Capitania de Itanhaém queria tomar posse de suas propriedades, uma grande extensão de terras entre o Alto Tietê, Litoral Norte e região sul-fluminense..

“A 21 de novembro de 1628, em Angra dos Reis, João de Moura Fogaça capitão mór de S. Vicente, concedeu a Jacques Felix e a seus filhos Domingos Dias Felix e Belchior Felix, para cada um, uma data de terras que ia de Pindamonhangaba a Tremembé, e outra margeando o Paraiba, na tapera do gentio.” - Arquivo de Félix Guisard Filho.

Foi a primeira vez que o nome da localidade, quase um “trava-línguas”, foi pronunciado no Vale do Paraíba por alguém que não pertencia ao povo originário. Três séculos depois, o desafio continua para quem não é daqui.

Aniversariante nesse dia 10 de julho, Pindamonhangaba (Pinda para os íntimos) hoje reverencia a sua ancestralidade e convida o Brasil para que venha conhecer um local único, onde o Passado se une ao Presente para a construção do Futuro.

Ora viva!!!!