O Governo do Estado de São Paulo autorizou a abertura de licitação internacional para a concessão da tradicional Estrada de Ferro Campos do Jordão. A secular ferrovia conecta Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, às cidades da Serra da Mantiqueira.
De acordo com o governo paulista, a concessão por um prazo de 24 anos pretende viabilizar a execução de obras. O decreto estabelece que a empresa vencedora ficará responsável pela gestão e operação, além de investimentos na malha férrea, manutenção e conservação.
Previsto no Decreto nº 70.336, de 12 de janeiro de 2026 e publicado no Diário Oficial do Estado de terça-feira (13), o documento contém medidas que estabelecem o regulamento da concessão de obras no Complexo Turístico Ferroviário.
O projeto de concessão abrange a totalidade dos 47 quilômetros de extensão, com estações, oficinas, museus e espaços culturais distribuídos entre Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.
Sede da ferrovia - O anúncio criou otimismo e expectativa na cidade Pindamonhangaba, onde a estrada de ferro mantém a administração e oficinas da secular ferrovia. Fundada por um filho da cidade, o médico sanitarista Emílio Ribas, a popular "estradinha" gerou e ainda gera muitos empregos no município.
Vale destacar que a secular E.F.C.J. é um patrimônio histórico e turístico que foi criada por iniciativa e investimentos do município, quando Campos do Jordão ainda era um bairro. Para o prefeito de Pindamonhangaba, Ricardo Piorino, o novo passo representa uma oportunidade estratégica para o município.
“Pindamonhangaba recebe esse avanço com grande expectativa. A Estrada de Ferro faz parte da nossa história e do nosso patrimônio cultural. A concessão pode impulsionar o turismo, gerar empregos e atrair investimentos, fortalecendo a economia local e regional”, destacou.
Modernização - A proposta do Estado vai além da operação turística dos trens. O modelo de concessão prevê a modernização da infraestrutura ferroviária, a recuperação de material rodante, a requalificação de estações históricas e do museu ferroviário.
Também está prevista a revitalização de 38 mil m² dos espaços de lazer e cultura conectados ao traçado ferroviário, ampliando o potencial turístico da região, com destaque ao Parque Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba, que está fechado desde 2020.
De acordo com estimativa da Prefeitura de Pindamonhangaba, os investimentos públicos e privados podem ultrapassar R$ 6,5 milhões em obras de restauração e recuperação ambiental, mantendo a visitação popular gratuita.
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