POLÍCIA CAMPOS DO JORDÃO
Megaoperação contra adulteração de combustíveis cumpre mandados no Vale do Paraíba
De acordo com a Polícia Federal, operador movimentou mais de R$ 4,5 bi em 4 anos
25/09/2025 19h20 Atualizada há 8 meses
Por: Redação
Crédito: Polícia Federal

Uma megaoperação comandada pelo Polícia Federal como apoio do Ministério Público e Receita Federal cumpriu nesta quinta-feira 25 mandados de busca e apreensão. A operação envolveu mais de 100 policiais e 100 agentes da Receita Federal e do Ministério Público do estado nesta quinta-feira.

Os agentes estiveram em Campos do Jordão e outras quatro cidades paulistas, além da capital. De acordo com o MP, a Operação Spare investiga um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro no sistema financeiro da Faria Lima, em São Paulo.

Segundo a Receita, a megaoperação investiga um grupo criminoso que estaria atuando há cinco anos (entre 2020 e 2024) em postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia.

Os investigados movimentaram na adulteração de combustíveis mais de R$ 4,5 bilhões, em ao menos 267 postos, mas recolheram somente R$ 4,5 milhões em tributos federais.

Enquanto isso, os recursos ilícitos eram inseridos no setor formal por meio de empresas operacionais em espécie e por maquininhas via fintechs - empresa digital que atua no mercado financeiro.

Por fim, depois de “limpo”, o dinheiro era reinvestido em vários tipos de negócios e ativos por meio de SCP (Sociedades em Conta de Participação), onde o investidor não precisa estar registrado na Junta Comercial, permanecendo no anonimato.

Carbono Oculto - A investigação concluiu eu havia uma estrutura concentrando empresas em um único prestador de serviço. Formalmente, ele controlava cerca de 400 postos. Desses postos, 200 eram vinculados diretamente ao alvo e a seus associados.

Entrentanto, de acordo com a Receita, a operação do grupo não estava restrita ao setor de combustíveis. Por meio de pessoas relacionadas, o principal alvo também operava lojas de franquias, motéis e empreendimentos na construção civil.

O esquema foi revelado na operação “Carbono Oculto” realizada em agosto. O Ministério Público aponta que operadores são ligados à facção criminosa PCC e atuam dentro do sistema financeiro por meio das fintechs.

Na mira dos agentes também estão as cidades de Santo André, Barueri, Bertioga e Osasco. Nas cinco localidades foram cumpridos 25 mandados. Em Campos do Jordão, os endereços visitados pelos agentes da operação não foram divulgados.

Fonte: Receita Federal

 

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