Circularam recentemente pelas redes sociais do município de Pindamonhangaba comentários de que o Bosque da Princesa estaria “infestado de carrapato que causa febre maculosa”. O logradouro público é um dos locais mais visitados pela população e turistas da região e constantemente recebe eventos com grande participação do público.
De acordo com a Prefeitura, a notícia não procede. Por meio da Vigilância Epidemiológicas, as secretarias de Meio Ambiente e de Saúde vêm realizando o monitoramento quanto a possível infestação de carrapatos no Bosque da Princesa e garantem que os rumores se tratam de informações falsas.
De acordo com a Prefeitura, o Amblyomma sculptum (carrapato estrela), potencial transmissor da Febre Maculosa Brasileira, não tem presença registrada na região e nem há casos dessa doença no controle da Vigilância Epidemiológica local.
“O que nós verificamos neste monitoramento é um caso pontual de carrapato, normal de ser registrado nessa época do ano, ainda mais em espaços verdes como o Bosque. Por volta das 18h, notamos que algumas capivaras chegam a margem do Rio Paraíba no Bosque, o que traz carrapatos para o local. O procedimento correto é prosseguir intensificando a limpeza, uma vez que não pode sair jogando veneno em área verde, para não ocasionar um desequilíbrio ecológico”, informou o coordenador da Vigilância, Ricardo Costa Manso.
O trabalho de zeladoria do Parque inclui serviços de limpeza e roçada realizados diariamente, mantendo a grama sempre aparada, pois um dos principais elementos para combater os carrapatos é eliminar os abrigos deles. Com a grama aparada eles ficam mais expostos a predadores naturais como aves, por exemplo, e também à ação do sol.
“Entendemos a preocupação da população, mas não procede a informação de que o Bosque está infestado de carrapatos. Desde que recebemos uma publicação no Facebook estamos monitorando o local e a nossa orientação é para que a população não se aproxime das margens do rio, onde existe a possibilidade de pontos com carrapatos”, esclareceu a secretária de Meio Ambiente, Maria Eduarda San Martin.
Atualmente, está em fase de teste no Brasil a aplicação de um carrapaticida biológico que não afeta a biodiversidade e é inócuo ao ambiente e à saúde de humanos e outros animais, portanto, pode ser aplicado durante o período de uso das áreas pelos munícipes. O produto, à base de fungo (Metharizium anisopliae IBCB425) age contra o carrapato, e está em fase de testes e aprovação junto a ANVISA e órgãos técnicos, para somente após a validação da sua eficácia receber a certificação.
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