Os moradores de Eugênio de Melo acordaram cedo neste domingo (24) para prestigiar as comemorações do aniversário do distrito de São José dos Campos. Comemorações de aniversário começaram na última sexta-feira e se estenderam por todo o fim de semana
Mais de 5.000 pessoas assistiram ao evento, que teve a presença de 45 entidades. Conhecido em toda a região por sediar importantes indústrias do Vale do Paraíba, o distrito da Zona Leste completará 148 anos na próxima quinta-feira (28).
As atividades começaram na Igreja Matriz de Eugênio de Melo, que celebrou a missa de aniversário, seguida pelo hasteamento das bandeiras na Subprefeitura com participação da Banda de Santana.
Atrações variadas - A festividade reuniu instituições e entidades, como militares, civis e religiosas. O poder público participou com reprentantes de secretarias, programas, escolas e fundações municipais, associações e outros órgãos públicos.
Na antiga Estação Ferroviária, as famílias aproveitaram as atrações, incluindo shows, brinquedos infláveis, feira de artesanato e comidas típicas, valorizando a cultura popular e fomentando o turismo local, além de beneficiar entidades sociais.
A programação no local teve início na última sexta-feira (22) e se estendeu ao longo do fim de semana, com atividades das 11h às 22h todos os dias.
História - No século 19, Eugênio de Melo tinha o nome de Vila de Nossa Senhora dos Cafés, com participação importante na economia joseense por conta do cultivo e exportação de café.
Para viabilizar o escoamento e a comercialização da safra, foi construída a Estação Ferroviária, inaugurada em 28 de agosto de 1877. Outro momento de avanço foi a implantação da rodovia entre o Rio de Janeiro e São Paulo, que provocou uma nova mobilidade na região.
Em pleno crescimento, transformou-se em uma vila no dia 31 de agosto de 1934, ampliando o acesso da população através das linhas de ônibus que puderam ser criadas e vindas de cidades vizinhas em direção ao município.
O processo de industrialização pelo qual passou São José dos Campos também refletiu em Eugênio de Melo quando, a partir da década de 60, as primeiras fábricas começaram a se instalar no distrito.
Além de fortalecer o mercado de trabalho, a chegada das empresas também fez crescer a necessidade de mais infraestrutura e equipamentos para os moradores, até a consolidação urbana no local.
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