Trabalhadores da Embraer rejeitaram na manhã desta quinta-feira (13) o fim do home office, anunciado pela empresa. Participaram da votação funcionários do do turno administrativo da empresa.
A votação ocorreu em assembleia organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. De acordo com a entidade, os votantes exigem negociação sobre o tema com os sindicatos que os representam.
Durante a assembleia, funcionários do administrativo e engenharia reivindicaram, também, que qualquer mudança pleiteada pela Embraer seja feita apenas em 2026. Nesta semana, a fabricante de aviões anunciou, sem negociação prévia, o retorno ao trabalho 100% presencial a partir de 4 de agosto.
Os trabalhadores aprovaram, ainda, estado de mobilização e reivindicam que a Embraer abra processo de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos. Também foi votado que haja uma reunião com o CEO da empresa, Francisco Gomes Neto, para que os sindicatos possam expor as reivindicações dos empregados.
“O fim do home office representa muitos prejuízos para os trabalhadores e suas famílias. Diversas pessoas foram contratadas em regime de home office e vivem longe das plantas da Embraer. A empresa fez o anúncio de maneira arbitrária, sem negociação, e não ofereceu respaldo aos funcionários. Por isso, nosso Sindicato organiza essa luta e convida os demais sindicatos para a mobilização”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Herbert Claros.
Entenda a questão
Após rumores de que a Embraer anunciaria o retorno ao trabalho presencial, o Sindicato dos Metalúrgicos enviou pedido de reunião para tratar do tema com a empresa, mas a solicitação, feita em fevereiro, foi ignorada.
Em comunicado interno, a Embraer diz que deixará de pagar a ajuda de custo referente ao home office, bem como o vale-refeição para os trabalhadores de unidades que tenham refeitório em suas instalações. Cerca de 5 mil empregados serão atingidos em São José dos Campos e região.
O administrativo e a engenharia da Embraer trabalham em home office desde 11 de março de 2020.
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