ECONOMIA PESQUISA DE PREÇOS
Cenoura sobe mais de 27% e puxa alta de produtos da cesta básica no Vale do Paraíba
Coleta de preços é feita semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão
04/02/2025 09h20 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Crédito: Arquivo da Redação

O consumidor do Vale do Paraíba pagou mais por uma cesta básica no mês de janeiro. A informação está na pesquisa divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté.

O levantamento é realizado desde 1996 e tem como parâmetro as necessidades de uma família padrão brasileira com o poder de compra de até 5 salários-mínimos vigentes no mês de janeiro de 2025.

Segundo os dados apresentados pelos economistas da Unitau, o preço médio da cesta básica registrou aumento de R$ 16,73 em relação ao preço do mês anterior. Em dezembro, o valor médio era de R$ 2.825,07 e em janeiro passou para R$ 2.841,80, ou seja, 0,59% mais caro.

Nos últimos 12 meses, o preço da cesta apresentou apresentou aumento de +4,18%, o que em termos de valor representa um aumento de +R$ 112,96. De acordo com o Nupes, o percentual de aumento dos preços da cesta é bem próximo da prévia da inflação nacional que foi de +4,50 % no período. 

Preço por cidades - A coleta de preços é feita semanalmente em 16 supermercados nos municípios de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão. O kit conta com 44 produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica. 

A maior variação média positiva foi observada em São José dos Campos (0,97%), enquanto a menor foi em Taubaté (0,26%). Mesmo com aumento, São José continua cobrando o menor valor por uma cesta básica (R$ 2.779,46), seguida de Taubaté (R$ 2.828,77), Caçapava (R$ 2.867,22) e Campos do Jordão (R$ 2.891,77).

Renda comprometida - Outra observação importante da pesquisa se refere à renda comprometida para a aquisição da cesta básica no Vale do Paraíba. Em janeiro este percentual foi de 37,44% frente a 40,01% em dezembro. 

Assim, o valor que resta para outras despesas diversas das famílias, como saúde, educação e transporte, ficou um pouco maior em janeiro quando comparado ao mês anterior, por conta da variação de +0,59% de aumento no preço da cesta, em janeiro e do salário-mínimo que foi reajustado em 7,5%.

Mais caros - A cenoura (27,75%). laranja pera (14,78%), café (9,07%), carne alcatra (6,49%)

Mais baratos - batata inglesa (-15,87%), tomate (-9,80%), cebola (-8,81%), alho (-6,16%) e mamão formosa (-5,20%).


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