MEIO AMBIENTE ROSEIRA
Energia solar no Vale do Paraíba contribui para salvar abelhas nativas do risco de extinção
Projeto agrivoltaico é iniciativa da concessionária de energia EDP
04/10/2024 17h23 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Crédito: Divulgação

A reprodução de abelhas nativas por meio de usinas solares já pode ser vista no Vale do Paraíba. Em comemoração ao Dia Nacional de Preservação das Abelhas, a concessionária EDP, que atua no setor elétrico, desenvolveu um projeto em uma de suas usinas solares.

O projeto BeeVolt foi lançado na quinta-feira (3) em Roseira. A iniciativa agrivoltaica, ou seja, que une a agricultura com a geração de energia solar para um uso mais eficiente e sustentável da terra, tem como objetivo proteger e incrementar a biodiversidade da região.

No momento em que o Brasil luta para salvar as abelhas nativas que estão ameaçadas de extinção, a EDP tomou a iniciativa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), pelo menos quatro espécies de abelhas estão ameaçadas de extinção.

As espécies ameaçadas são: Melipona scutellaris (distribuídas pelo Norte e Nordeste); Melipona capixaba (encontrada nas montanhas do Espírito Santo); Melipona rufiventris (uruçu amarela do Cerrado); e Partamona littoralis (espalhada pela Mata Atlântica).

As abelhas também são os principais agentes polinizadores, responsáveis pela reprodução de cerca de 80% das plantas. A polinização é o processo de transferência de grãos de pólen de uma planta para outra, o que garante a produção de frutos e sementes.

“Estamos focados em liderar uma transição energética justa e, para isso, mais do que investir em geração de energia renovável, é preciso envolver e beneficiar as comunidades e contribuir para preservar a biodiversidade das regiões onde os projetos estão instalados”, disse Dominic Schmal, diretor de ESG da EDP na América do Sul.

A criação das abelhas nativas acontece por meio da instalação de um meliponário, conjunto de caixas retangulares de madeira que abriga as abelhas e que funciona como um santuário para espécies nativas. 

O projeto já conta com 20 enxames e deve expandir nos próximos meses, chegando a um total de 100 enxames, que impulsionarão a diversidade ecológica na área. A iniciativa é realizada em parceria com a Bee2Be, startup que se dedica a integrar a proteção das abelhas a estratégias de sustentabilidade empresarial.

Muitos ganhos - Além dos benefícios para a biodiversidade, o projeto deve trazer ganhos também para a comunidade por meio da conscientização, educação ambiental e geração de renda. 

Para o próximo ano, quando a multiplicação dos enxames já estiver mais avançada, estão previstas ações, por meio de parceria com uma instituição social da região, como a doação de meliponários e a capacitação da comunidade. 

A partir dos meliponários, é possível gerar renda com a multiplicação e venda de enxames das abelhas nativas e com a produção de diversos produtos, como mel e própolis, entre outros.