BRASIL APOSTAS ELETRÔNICAS
Sem autorização, empresas de apostas serão suspensas a partir de 1º de outubro
Pente-fino do governo visa regulamentar atividades de apostas
17/09/2024 18h28 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Agência Brasil/Bruno Peres

As empresas de apostas de quota fixa, também chamadas de bets, tem até o dia 30 de setembro para solicitarem autorização. Com isso, poderão manter atividades no país e as que não providenciarem a licença terão as operações suspensas a partir de 1º de outubro. 

O pente-fino do Ministério da Fazenda visa regulamentar atividades de apostas em todo o Brasil. A suspensão valerá até que a empresa entre com um pedido. A partir de então, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá conceder ou não a permissão.

A medida consta de portaria do Ministério da Fazenda publicada nesta terça-feira (17) no Diário Oficial da União. Segundo o governo, a companhia que pediu a licença, mas ainda não atuava, terá de continuar a esperar para iniciar as operações em janeiro, se a pasta liberar a atividade.

Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo fará um pente-fino na regulamentação das apostas eletrônicas. Ele disse que a dependência psicológica em apostas se tornou um problema social grave.

Haddad argumentou que a iniciativa do governo pela regulamentação dos sites de apostas tem a ver com a pandemia [de apostas eletrônicas] que está instalada no país . Segundo ele, trata-se de uma questão da dependência psicológica dos jogos. 

“O objetivo da regulamentação é criar condições para que nós possamos dar amparo. Isso tem que ser tratado como entretenimento, e toda e qualquer forma de dependência tem que ser combatida pelo Estado.”

O ministério analisará com rigor o impacto do endividamento de apostadores sobre a economia, o uso do cartão de crédito para pagar apostas, a publicidade com artistas e influenciadores digitais e o patrocínio de bets.

“Tudo isso vai passar, nessas próximas semanas, por um pente-fino bastante rigoroso, porque o objetivo da lei é fazer o que não foi feito nos quatro anos do governo anterior. Isso virou um problema social grave e nós vamos enfrentar esse problema adequadamente”, acrescentou o ministro.

Operações policiais - Em nota, o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, informou que a suspensão das bets que não pediram a autorização servirá como um instrumento temporário para separar as companhias sérias das que atuam de forma criminosa, especialmente após recentes operações policiais.

“Têm vindo à tona muitas operações policiais envolvendo empresas que atuam no mercado de apostas de forma criminosa. Essa foi a forma que encontramos de não aguardar até janeiro para começar a separar o joio do trigo”, justificou Dudena. “Queremos proteger a saúde mental, financeira e física do apostador, coibindo a atuação de empresas que utilizam as apostas esportivas e os jogos online como meio de cometer fraudes e lavagem de dinheiro.”

Segundo o Ministério da Fazenda, até agora foram feitos 113 pedidos de outorga na primeira fase de licenciamento. Como cada licença custa R$ 30 milhões, o governo teria R$ 3,3 bilhões à disposição no próximo ano. A partir de janeiro, as casas de apostas autorizadas que pagarem a outorga poderão operar até três marcas durante cinco anos.

Com informações da Agência Brasil

 

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