A Secretaria de Saúde de Pindamonhangaba informou dados intrigantes sobre o fluxo de atendimentos e procedimentos de saúde no município. De janeiro a abril de 2024, por dia, 5,4 pacientes agendaram consulta, mas não compareceram.
Das 24.692 consultas agendadas para o período, houve 6.477 faltas, o que corresponde a 26,23%. Com um índice de faltas em consultas e exames que chegam a 44%, toda a dinâmica da saúde pública no município prejudica o cidadão que realmente precisa.
De acordo com a secretaria, as equipes estão empenhadas em prestar um atendimento médico de qualidade e acessível a toda a população, mas os dados revelam falta de colaboração dos usuários. E ainda geram desperdícios.
O alto índice de absenteísmo (falta ou atraso não justificado) prejudica o calendário de atendimentos e gera grande dano à população que aguarda a realização dos exames, de consultas médicas de rotina ou para avaliação pré-cirúrgica.
Nesse sentido, a Prefeitura de Pindamonhangaba alerta sobre as consequências. Nos quatro primeiros mês do ano, o índice de pacientes que agendam consultas e exames e não comparecem e nem ligam para comunicar a desistência chegou a 44% nas consultas para cirurgia otorrinolaringológica.
“As faltas não comunicadas geram enorme prejuízo para a saúde pública. As consultas e exames são agendadas, dispomos o profissional, a equipe técnica de apoio e toda uma rede de serviços que acompanhariam esses procedimentos e o paciente não aparece, não liga, não avisa”, disse a secretária da pasta, Silvia Mendes.
Desistências - Entre janeiro e abril de 2024, outros atendimentos como a consulta de cirurgia vascular teve 43% de faltas. Foram 39% de não comparecimento agendados para casos cirurgia ginecológica, 38% ortopédica e 32% para oftalmologia, dentre outros.
Além das consultas agendadas antes de procedimentos cirúrgicos, o número de pacientes que faltam em consultas de rotina também é muito elevado, com 36% em nefrologia, 36% em dermatologia, 35% em neurologia, 35% em cardiologia, 34% em pneumologia, dentre outros.
“Temos dados superiores a 40% em consultas com nutricionista, 38% para tisiologista, 30% para urologia e próximo a 30% também em pneumo infantil”, lamentou a secretária. Ela informou que a desistência sem avisos também ocorre em larga escala em serviços complementares da saúde e nos exames.
Faltas em exames - Sobre os índices de faltosos em exames, os que lideram o ranking são colonoscopia, espirometria e ultrassonografica, com 44%, 41%, e 37% respectivamente, dentre outros, com média de 25% em faltas.
“É danoso para a administração, para o planejamento dos serviços de saúde e para os cofres públicos. É também um prejuízo direto às nossas equipes de organização dos serviços terceirizados, que são responsáveis pelos procedimentos contratados junto a laboratórios e clínicas. Nesses quatro primeiros meses agendamos 15.896 procedimentos e tivemos apenas 11.922 presenças, ou seja, 25% de faltas. A cada quatro pacientes um faltou e não deu satisfação, não avisou que desistiria”, completou Silvia.
Para procedimentos com valores mais elevados, os dados são ainda mais preocupantes. Das 1.030 ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas marcadas para os quatro primeiros meses do ano, apenas 682 foram confirmadas, ou seja, 34% de faltas.
Passe a vaga - A Secretaria de Saúde entende que ocorrem imprevistos, situações que fogem ao controle dos pacientes, porém são mínimos os casos. O maior problema é faltar e não avisar.
Deste modo, quando um paciente desistir do procedimento (consulta ou exame), basta informar à unidade de saúde. O nome do paciente será retirado da lista, sem nenhum prejuízo futuro para ele, e ele ainda dará a vaga a alguém que esteja precisando.
ERRAMOS: Publicamos na quarta-feira (22) um cálculo de 2 faltas por dia de pacientes que agendaram consultas em Pindamonhangaba. O certo é 5,4 faltas/dia no índice de absenteísmo no município.
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