ESPORTES ARTIGO
Jogos Regionais e as lições aprendidas com os jovens competidores
Comitê organizador divulga resultados finais do torneio que teve vantagem de apenas 14 pontos de São sobre Pinda
13/07/2023 10h19 Atualizada há 3 anos
Por: Ocimar Barbosa
Disputa do Revezamento 4x100 Masculino na raia do C.E. João do Pulo, em Pindamonhangaba (Crédito: Diário Imparcial)

A noite de quarta-feira (12) marcou o encerramento da 65° edição dos Jogos Regionais do Vale do Paraíba, realizada em Pindamonhangaba. Por apenas 14 pontos de diferença (320 contra 306) sobre a cidade-sede, São José dos Campos sagrou-se campeão geral do evento.

É a 10ª conquista consecutiva da delegação joseense, representante da maior cidade da região. Claro que não é surpresa levando-se em consideração o poderio econômico e o material humano disponível em uma cidade de 700 mil habitantes. Isso porém não esmaece mais uma conquista da grande cidade, apenas a coloca como aquela que deve ser imitada.

É aí onde queríamos chegar. Essa diferença de pontos entre as duas cidades vem caindo a cada ano. Em 2011, Pinda sediou as competições e venceu, quebrando a hegemonia esportiva da Capital do Vale. No ano seguinte, São José sagrou-se campeão geral ao contabilizar 342 pontos contra 331 de Pinda. Uma diferença de 11 pontos no auge de duas cidades competitivas.

Desditosamente em 2013, uma pá de cal foi jogada em todo o projeto pindense. O programa de incentivo ao esporte foi descontinuando pela nova gestão que assumiu. A infausta iniciativa pegou o que estava plantado e começava a dar frutos para transformar em “esporte social” e a consequência foi uma discreta e invisível participação na Segunda Divisão dos jogos.

Com a eleição em 2016 do médico Dr. Isael Domingues, o incentivo ao esporte amador na cidade foi retomado. A Secretaria de Esportes (SEMELP) reconstruiu do zero a autoestima dos atletas graças à volta do Fundo de Apoio ao Esporte e trouxe de volta as equipes de alto rendimento. Esporte profissional não é só entretenimento, é espelho para crianças e jovens.

O que deixamos aqui como reflexão é simples! O gestor público que incentiva a prática esportiva desenvolve autoestima na sua comunidade. Qualquer ser humano que a gente encontra por esse mundo afora é um competidor nato, venceu bilhões para estar aqui entre nós.

Quem entra em algo para perder? Todos querem ser protagonistas e buscam visibilidade em um mundo cada vez mais competitivo, seja ele o jovem de uma grande cidade ou atleta da delegação mais humilde. Ainda mais com o advento das redes sociais.

Pierre de Coubertin e sua filosofia do "O importante não é vencer, mas competir " ficaria deveras incomodado nos dias de hoje com o apetite dos atletas nas raias, quadras, piscinas e canchas esportivas.

Ora Viva!!!