G7 se reúne na terça-feira para discutir crise humanitária no Afeganistão

Civis e aliados militares afegãos fugiram do país em busca de segurança, após Talibã tomar o poder

G7 se reúne na terça-feira para discutir crise humanitária no Afeganistão
Crédito: Vatican News

Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, anunciou para a próxima terça-feira uma reunião virtual dos líderes dos países que formam o G7. Segundo o  premiê do Reino Unido, o objetivo é discutir a crise no Afeganistão.

De acordo com o primeiro ministro, a catástrofe humanitária no país é quase iminente e por isso pediu os governos que, reunidos, encontrem maneiras de evitar isso. O grupo Talibã tomou o controle de Cabul no último domingo (15), 20 anos após terem sidos expulsos pelas tropas dos Estados Unidos.

Com a volta dos extremistas ao poder, civis e aliados militares afegãos fugiram do país em busca de segurança. Muitos temem um retorno à interpretação austera da lei islâmica imposta durante o regime anterior do Talibã, que terminou há 20 anos.

Desespero - Os governos ocidentais estão discutindo como lidar com a situação em Cabul, onde milhares de civis desesperados tentam invadir o aeroporto na tentativa de fuga.

"É vital que a comunidade internacional trabalhe em conjunto para garantir retiradas seguras, evitar uma crise humanitária e apoiar o povo afegão para garantir direitos conquistados nos últimos 20 anos", disse Johnson no Twitter neste domingo.

O Reino Unido detém a liderança rotativa do G7, que também inclui Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Japão e Canadá.

O presidente dos EUA, Joe Biden, sob fogo cerrado dentro do país e no exterior após comandar a retirada das forças norte-americanas do Afeganistão, vai se reunir virtualmente com os líderes do G7 para coordenar políticas, discutir esforços de evacuação e assistência humanitária, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, neste domingo.

A reunião terá como base as ligações que Biden fez nesta semana para Johnson, Angela Merkel, Emmanuel Macron e o primeiro-ministro italiano Mario Draghi.

Com informações da Agência Brasil