Empresas fornecedoras da LG anunciam greve nesta terça-feira

Empresas fornecedoras da LG anunciam greve nesta terça-feira

As trabalhadoras das três fábricas fornecedoras da LG na região entrarão em greve nesta terça-feira (6). As três fábricas produzem na frabricação e manutenção de componentes eletrônicos para a LG, que nesta segunda-feira (5) anunciou o encerramento da produção de telefones móveis.

De acordo com informação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Jose dos Campos e Região, as empresas prestadoras de serviços pretendem pressionar a empresa sul-coreana a preservar empregos e direitos na Sun Tech, em São José dos Campos, e em Caçapava, nas empresas Blue Tech e 3C. 

Segundo o sindicato, a medida deve levar ao fechamento de 430 postos de trabalho nas fornecedoras, sendo a maioria ocupados por mulheres. As trabalhadoras já estão em estado de greve desde semana passada, quando cobravam das empresas um posicionamento transparente sobre o futuro das fábricas.

As funcionárias lutam contra o fechamento das unidades e pela garantia de que todos os direitos sejam pagos.  Estão previstas assembleias em frente as três fábricas, logo pela manhã, sendo: 3C (6h), Blue Tech (6h30) e Sun Tech (7h). Também está prevista reunião das empresas com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

De acordo com Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, a entidade vai lutar pela manutenção dos postos de trabalho. Caso se consolide o fechamento das fábricas, a entidade reivindica que todos os direitos pagos aos trabalhadores da LG sejam estendidos às funcionárias das fornecedoras.

 “O processo de desindustrialização segue em alta no Brasil e não podemos admitir que os governos permaneçam omissos, principalmente em cenário de pandemia. A LG é responsável por cada posto de trabalho nessas fábricas. Vamos exigir, na luta e nos tribunais, que todos os direitos sejam garantidos. A terceirização, amplamente adotada pela empresa, tem como reflexo a precarização de direitos e insegurança jurídica. Mas aqui as trabalhadoras lutarão bravamente por seus empregos e direitos”, afirma o presidente da entidade.