Economia de Pindamonhangaba terá injeção de R$ 21 milhões após acordos entre empresas e  metalúrgicos

Outros R$ 3 milhões deverão entrar no dia 30, quando a Gerdau vai pagar o reajuste retroativo

Economia de Pindamonhangaba terá injeção de R$ 21 milhões após acordos entre empresas e  metalúrgicos
Mobilização na Gerdau, fábrica que vai injetar R$ 3 milhões a mais nos salários no próximo dia 30 (Crédito: Guilherme Moura)

Durante o período natalino, a economia de Pindamonhangaba terá a injeção de R$ 21,2 milhões. Isso se deve à campanha salarial realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos que vai permitir acrescentar um reforço na economia da cidade.

Um balanço foi divulgado pela entidade nessa quarta-feira, dia 24. O relatório aponta o impacto dos reajustes salariais nos pagamentos realizados antes do Natal, até o dia 22 de dezembro, referente aos meses de setembro, outubro, novembro e 13º salário.

Entre os maiores valores está o da Gerdau, que passa de R$ 5 milhões apenas com o impacto do reajuste com aumento real de salário, definido em 10,5%. Desse valor, R$ 3 milhões serão injetados na próxima terça-feira, dia 30, com o pagamento do retroativo.

O sindicato destaca também o acordo da Tenaris Confab. A empresa ainda não está em plena produção e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) seria perto de zero novamente. Na Campanha Salarial, foi possível alcançar um acordo amplo, com reajuste, benefícios e também a PLR, que foi a maior dos últimos 11 anos. Ao total, o acordo vai injetar mais de R$ 12 milhões até o Natal.

Entre as maiores fábricas, a GV do Brasil foi uma das últimas negociações, com assembleia no dia 22. A empresa se recusava a pagar qualquer reajuste e depois de protestos ela aceitou fazer um acordo com aumento real de salário e com a PLR, que teve aumento de 20%, que vai injetar R$ 1,3 milhão nessa quinta-feira, dia 25.

Para o presidente do sindicato, André Oliveira, o resultado não seria possível sem a mobilização dos trabalhadores.

“Foi uma Campanha Salarial extremamente positiva. Tivemos sim, muita dificuldade, mas conseguimos manter todos os direitos da categoria e aumento real em praticamente todas as fábricas. Esse valor de R$ 21 milhões é só do reajuste, é o dinheiro que as negociações estão colocando a mais no bolso dos trabalhadores”, disse.

A categoria também vive um bom momento na questão do emprego. Em todos os últimos 12 meses houve geração de postos de trabalho. Hoje são 7.268 metalúrgicos, 729 vagas a mais do que um ano atrás, pelos dados do Caged até setembro.