Consumo nos lares brasileiros recua 2,33% em agosto, mostra pesquisa

Alta da inflação e desemprego tiraram o poder de compra da população

Consumo nos lares brasileiros recua 2,33% em agosto, mostra pesquisa

Um fantasma volta dos anos 90 para assombrar as famílias brasileiras, de acordo com as estimativas de mercado. É a inflação que em 2021 tem tirado o poder de compra e ainda o sono da população. Entre julho e agosto deste ano, o consumo nos lares brasileiros caiu 2,33%.

Conforme levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), houve queda de 1,78% no consumo, na comparação com agosto do ano passado mas, no acumulado do ano, houve alta de 3,15%.

Os percentuais, segundo a Abras, os são reflexo internos, mas também externos, como a alta da inflação e o desemprego. "Câmbio, geadas e a população, com bolso mais restrito, tiveram influência no resultado de agosto", afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

As datas nas quais o consumo tende a aumentar representam um momento de otimismo para o setor, segundo especialistas da entidade. “Apesar dessa desaceleração, estamos confiantes e manteremos nossa projeção inicial de crescimento de 4,5% para 2021”, reforçou Milan.

A cesta de 35 produtos de largo consumo nos supermercados fechou o mês custando R$ 675,73, com aumento de 1,07% em relação a julho de 2021. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 22,23%.

Os produtos que tiveram as maiores altas foram a batata (20,9%), o café torrado e moído (10,7%) e o frango congelado (7,1%). Também aparecem na dos itens cujo preço subiu o sabonete (4,3%) e o ovo (3,7%). As maiores quedas são da cebola (-4,9%), refrigerante pet (-2,8%), tomate (-2,3%), farinha de mandioca (-1,7%) e feijão (-1,5%).

Com informações da Agência Brasil